segunda-feira, 31 de março de 2014

À sombra da ditadura

O Brasil não julgou seus torturadores e virou pária do direito internacional. Sua olícia é o reflexo.
Este será um ano lembrado, entre outras coisas, como aquele no qual o Brasil se viu assombrado por seu passado. Durante décadas, o País tudo fez para nada fazer no que se refere ao acerto de contas com os crimes contra a humanidade perpetrados pela ditadura. Isso o transformou em um pária do direito internacional, objeto de processos em cortes penais no exterior. Contrariamente a países como Argentina, Uruguai e Chile, o Brasil conseguiu a façanha de não julgar torturador algum, de continuar a ter desaparecidos políticos e de proteger aqueles que se serviram do aparato de Estado para sequestrar, estuprar, ocultar cadáveres e assassinar.

sábado, 29 de março de 2014

5 pontos essenciais para entender o Marco Civil da Internet

Caso passe pelo Senado Federal, o Projeto de Lei 2.126/2011 terá criado o Marco Civil da Internet, determinando os direitos e deveres de todos os brasileiros conectados – incluindo governos, empresas que fornecem conexão e as que são responsáveis por serviços de e-mail, sites, redes sociais etc.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Nota do Fórum de Juventudes de Campo Grande sobre a morte da Estudante da Anhanguera UNIDERP, Alana Cristina

É com pesar que o Fórum de Juventudes de Campo Grande recebe a notícia do falecimento da jovem estudante da Universidade Anhanguera UNIDERP e presta solidariedade aos familiares e amigos.

A Acadêmica Alana Cristina dos Santos, possuía 18 anos e cursava Arquitetura e Urbanismo. Segundo informações de colegas, a jovem sofreu uma parada cardíaca no meio da sala de aula. Apesar de nota oficial da instituição universitária apontar o contrário, colegas denunciam que não foi prestado nenhum tipo de atendimento pela instituição universitária. A mesma universidade possui um corpo docente de professores que são médicos e profissionais de outras áreas da saúde, porém os mesmos priorizaram continuar em sala de aula a prestar primeiros socorros.

Sobre a Situação Política de Campo Grande, a Nomeação da Secretária de Juventude e o Posicionamento Oficial do Fórum

“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.”

(Trecho de ‘No Caminho com Maiakóvisk’ de Eduardo Alves da Costa)

terça-feira, 25 de março de 2014

Por que ser a favor da neutralidade da rede e do Marco Civil


Amigos e amigas, uma disputa pesada está ocorrendo na Câmara dos Deputados. As empresas operadoras de internet (Oi, Net, GVT, Tim, Claro etc) estão fazendo forte lobby para que os deputados se posicionem contra a neutralidade da internet. Fazem isso porque querem poder cobrar preços diferenciados por conteúdos diferentes da internet. Elas querem poder cobrar mais por sites da internet que pesam mais no tráfego da rede. Isso porque não interessa a elas investir em uma infraestrutura que acompanhe o avanço dos serviços na internet, pois isso prejudica seus lucros.

sexta-feira, 21 de março de 2014

O que fazer com a Polícia Militar no Brasil?

Meu nome é Bruna Couto Rocha. Mas poderia ser  Cláudia da Silva Ferreira – mulher negra assassinada e arrastada por um camburão da Polícia Militar, no Rio de Janeiro, na semana passada. Além das letras diferentes em nossos nomes, algumas coisas me afastam de Cláudia e eu tenho a obrigação de reconhecer meu privilégio, nesta comparação. Sou negra, mas tenho a pele mais clara, o cabelo descolorido, estou na universidade e não moro (mais) na periferia. Já Cláudia, moradora do Subúrbio carioca, com a afroaparência mais acentuada aos olhos racistas, auxiliar de serviços gerais, é a presa comum e cotidiana da Polícia Militar brasileira.

segunda-feira, 10 de março de 2014

A vida das mulheres e a luta feminista popular

Neste último período, temos visto o capitalismo-patriarcado avançar de forma cada vez mais agressiva sobre a vida e o corpo das mulheres. Essa ofensiva atualmente se expressa de várias maneiras, como o aumento da violência sexista nas suas diversas formas. Concretiza-se, ainda, em dois fenômenos aparentemente contraditórios: um crescente aumento do conservadorismo, como pôde ser visto principalmente nas tentativas de ataque aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres; e um crescente aumento de uma perspectiva liberalizante, que tem como ápice a defesa da regulamentação da prostituição.
MMMBahiaNewHit
A violência contra a mulher é tema recorrente nos meios de comunicação, ainda que, muitas vezes, abordado de forma que pouco contribui para uma visão mais crítica sobre o assunto. No entanto, é impossível negar a visibilidade dada ao tema, notadamente pelas novelas, o que têm causado reações no público que, muitas vezes, afirma que as mulheres merecem a violência sofrida.