Falar
de Sexualidade com adolescentes e jovens nunca foi uma tarefa fácil, nem para
profissionais altamente preparados, quem dirá para pessoas sem capacitação
necessária. É na fase da infância e adolescência que acontecem as mudanças
corporais, a puberdade, as descobertas sexuais e os limites do próprio corpo.
A
Escola é o ambiente onde os adolescentes e jovens passam uma boa parte de seu
tempo. Consequentemente é no ambiente escolar que muitas das relações afetivas
e amorosas acontecem.
Contudo
muitos se questionam sobre qual seria o papel real da escola na educação sexual
de seus alunos. Muitos pais se preocupam temendo que conversas sobre sexo na
escola podem acelerar a iniciação sexual de adolescentes e jovens.
Porém,
mais do que simplesmente conversar sobre sexo, a escola tem também o dever de trabalhar
informações científicas, contextualizá-las de uma forma que propicie o debate
de temas pertinentes à idade dos alunos. Com todo esse cuidado as Escolas
acabam realizando uma abordagem da educação sexual só com explicações sobre a anatomia humana e
a fisiologia dos aparelhos reprodutores. A educação sexual tratada dessa forma se
transforma em uma espécie de sinônimo de palestras médicas.
A “grande
sacada” da educação sexual é que a mesma seja tratada de forma natural e com diálogos
francos entres professores e alunos. Os diversos temas devem ser tratados de forma
transversal em todas as matérias e momentos do contexto escolar. O papel da
família é estar em constante contato com a instituição de ensino. A parceria entre
família e escola deve oportunizar espaços onde professores e pais atuem juntos
na formação de adolescentes e jovens. Dessa forma a família e escola se
interagem num processo de formação mais próximo.
Walkes Vargas
Psicólogo, Coordenador da Pastoral da Juventude, Militante da Juventude da Articulação de Esquerda, Diretor do Sindicato dos Psicólogos do Mato Grosso do Sul.
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